segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sair bem de uma empresa é tão importante quanto começar com o pé direito em outra.

Sair bem de uma empresa é tão importante quanto começar com o pé direito em outra.
Veja como deixar as portas abertas ao pedir demissão.
Mudar de emprego está na sua lista de metas para 2007? Se estiver, boa sorte! Que tudo se realize no ano que acabou de nascer. Mas atenção: sair bem da atual empresa é tão importante quanto fazer uma ótima estréia na nova. Dizer adeus do jeito certo pode ser decisivo para a sua carreira. Que o diga o paulista David Cardoso, 44 anos, vice-presidente de tecnologia da Atento, empresa de telemarketing com sede em São Paulo. David é um profissional reconhecido, entre outras características, pelo cuidado que sempre teve ao pedir demissão. Em 2001, ele resolveu se desligar da Cargill, onde trabalhava, para seguir outros rumos profissionais. Tornar-se consultor era uma das possibilidades em vista, opção deixada de lado quando ele recebeu a proposta da Atento. "Tive uma conversa aberta com o meu chefe, que apoiou a minha decisão", conta David. Nos 20 dias em que ficou na empresa antes de desocupar as gavetas, ele ajudou a deixar tudo em ordem e conversou com cada um de seus 15 subordinados. "Expliquei que os vínculos profissionais e pessoais não iam acabar ali." Prova disso é que, depois, David indicou alguns deles para trabalhar na Telefônica, que é proprietária da Atento. No plano pessoal, a convivência na Cargill rendeu o convite para ser padrinho de casamento de um ex-gerente e almoços freqüentes com alguns dos altos executivos da empresa. O primeiro passo para uma saída tranqüila da empresa, como foi a de David, é identificar os motivos da troca de emprego. É quando o profissional deve pensar se é mesmo hora de mudar de ares. Nessa etapa, o sinal número um a ser observado é a motivação pelo trabalho. "Quem não se sente mais atraído e capaz de aprender deve ficar atento", diz Sílvio Bugelli, consultor e educador empresarial, em São Paulo. Sinal número dois: viver num conflito entre aquilo que você busca no emprego e aquilo que realmente faz. "Isso acontece quando não existe mais alinhamento entre os objetivos pessoais e os da organização." A luz vermelha para a permanência no escritório deve acender quando você sentir que os seus esforços não são mais valorizados. Nesse ponto, o profissional se dá conta de que a empresa não reconhece ou aproveita o seu potencial como poderia. E tudo fica mais difícil. Mesmo que a sua situação se encaixe nessas hipóteses, nada de quebrar o barraco no escritório. Lembre-se que o bom senso deve ser a base do seu plano de mudança. "Um erro comum é achar que dá para passar a borracha no emprego anterior", diz Lindolfo Galvão de Albuquerque, professor de recursos humanos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP). "Já vi executivos com ótimos currículos com dificuldade de recolocação, devido a atitudes agressivas." Em nome da sua carreira, vale negociar bem a demissão, sejam quais forem seus motivos. "Tentar facilitar as coisas para a empresa ajuda a deixar as portas abertas", afirma João Brillo, professor do Ibmec São Paulo e gerente de RH da Suzano Petroquímica, na capital paulista. "As organizações nunca dependeram tanto das pessoas como agora." 

Nenhum comentário:

Postar um comentário